• Luciana Mallet

5 dicas para aprender a precificar em arquitetura


(Crédito: Kelly Sikkema / Unsplash)

Um dos maiores pesadelos de todo arquiteto, principalmente em começo de carreira, é a precificação. Estou cobrando caro? Está barato? Quanto meus colegas cobrariam? Quanto esse projeto vai me consumir? Dúvidas e mais dúvidas permeiam a decisão do preço.


Há diversas variáveis na composição do preço e, muitas vezes, elas não são tão claras. A falta de transparência com o assunto, o tabu de falar abertamente sobre dinheiro, o medo de errar e perder o projeto, a concorrência cobrando valores muito baixos, desconhecimento do próprio processo de trabalho, desconhecimento do próprio valor como profissional são algumas das mais comuns, trazendo ainda mais inseguranças.


Separei 5 dicas para ajudar nesse processo. Vem ver:


1. Entenda que você é único

Antes de mais nada é necessário entender que não adianta ficar se comparando com os colegas, afinal cada um tem sua história e diferenciais. Bem como estrutura, equipe e processo de trabalho. Isso faz com que cada um tenha um custo e valor diferente a ser cobrado. É inútil se comparar.


2. Conheça as variáveis que vão impactar a precificação

Saiba o valor da sua hora, a complexidade do projeto, o tempo que ele vai permanecer no escritório, o impacto da sua experiência, o impacto dele no seu portfólio. Esses são apenas alguns itens a serem analisados, podendo ser incluídos novos dependendo de cada realidade.


3. Aprenda a falar sobre dinheiro

Culturalmente não falamos sobre dinheiro e, quando precisamos fazê-lo, não temos referências. Porém, quando temos um negócio, é essencial não só falar, mas saber como falar sobre dinheiro. Ir direto ao ponto e tratar o assunto com muita segurança e domínio do assunto. Não é apenas falar o preço, é apresentar valor acompanhado de um número.


4. Peça ajuda

Por ser um assunto complexo, muitas vezes é necessário o olhar de um profissional externo para auxiliar na precificação. Nas minhas consultorias fazemos exatamente isso, considerando tanto a vida profissional quanto pessoal, identificando características, habilidades, oportunidades, pontos a desenvolver e melhorar que podem escapar em uma autoanálise. É preciso saber os próprios limites e aceitar a visão de quem possa colaborar para seu desenvolvimento.


5. Não tenha medo de se adaptar

Quando se entende os valores adequados ao trabalho, mas o profissional ainda não se sente confiante sobre seus novos preços, é necessário entender os motivos e criar uma estratégia para esse novo posicionamento. E, caso seja necessário, algumas mudanças. É muito comum que a mudança aconteça através de pequenos passos. Um pouquinho a cada nova proposta fechada até chegarmos na situação ideal.


Em suma, uma boa precificação traz confiança no serviço prestado e na valorização que o arquiteto terá no mercado. Os arquitetos que querem se destacar precisam ter um pouco de vendedor ao realizarem projetos, não tenha medo de assumir este papel.


Sobre a arquiteta e consultora Luciana Mallet

Formada em arquitetura e urbanismo, Luciana Mallet sempre se mostrou dedicada à produtividade, pessoas e estratégia e, após trabalhar na área, decidiu repensar o mercado em que iria atuar dentro da arquitetura. Com a realização de um MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing pela PUCRS, Luciana pode utilizar seu conhecimento e experiência como arquiteta para apoiar e desenvolver outros profissionais da área com consultoria e com a mentoria do planejamento estratégico para pessoas e organizações. Atualmente, atende cerca de 70 clientes por ano, de todo Brasil, que buscam um bom início de carreira e consolidação no mercado.

Para saber mais sobre o trabalho:

www.lucianamallet.com

coaching@lucianamallet.com

Instagram: @lumallet.para.arquitetos

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