• Luciana Mallet

Sede física ou home office: há um formato ideal para se trabalhar na arquitetura?


(Crédito: CoWomen / Unsplash)

Investir em uma sede física é uma dúvida comum de quem está iniciando a carreira, não se adapta ao home office, e está vendo a empresa crescer ou com planos maiores. Mas será que existe um modelo ideal no mercado de arquitetura?


A pandemia do COVID-19 popularizou o ‘trabalhe de qualquer lugar’, mas não podemos negar que o espaço comercial traz credibilidade para a maior parte das pessoas. O endereço físico induz a acreditar que é uma empresa já estruturada, que você não é um iniciante. Ele pode ter uma melhor percepção de que está contratando algo sério. Além de que, ao ir até o local, o cliente já fez um movimento de ir até você (diferente de uma reunião online por exemplo), estreitando o laço.


Outra questão importante é o próprio “sair de casa”, sair da bolha, viver mais a rua (apesar das restrições atuais). Ao sair para trabalhar, a pessoa circula mais e, consequentemente, conhece mais pessoas e potenciais clientes.


Em geral, fora do ambiente doméstico também é mais fácil delimitar os horários de trabalho, coordenar a equipe e manter viva a cultura da empresa – o que vai fazer a diferença na motivação dos colaboradores.

Mas ter uma sede física, digna de cartão de visitas, tem um custo elevado que talvez não caiba no seu orçamento. É preciso estruturar a viabilidade deste espaço. Não basta ter um lugar bonito, é preciso ter fluxo de clientes.


Se você se identifica com a possibilidade de ter um escritório físico, mas ainda não consegue viabilizá-lo, vale criar algumas regras e rotinas dentro da sua própria casa, como um espaço exclusivo de trabalho e um local fora para atender eventualmente clientes presenciais – faz bastante diferença na venda e apresentação dos projetos, além de criar uma reserva financeira para esse investimento ou ainda contar com um investimento externo – comum em outros negócios.


Algumas pessoas, pelo contrário, se adaptam muito bem ao home office, principalmente as que trabalham sozinhas no seu próprio ritmo, ou precisam se adaptar à rotina dos filhos, por exemplo. O trabalho do arquiteto é em parte criativo e combina com ambientes menos burocráticos e mais confortáveis.

Logo, cada pessoa se adapta melhor a um tipo de espaço, ou está num momento de vida que faz mais sentido um modelo ou outro. Se conhecer, entender os valores associados ao trabalhar fora ou em casa, esclarecer seus objetivos futuros, definir tipo de projeto e perfil de clientes ajuda a deixar claro o que faz mais sentido, bem como no futuro a curto prazo. E, claro, essa estrutura faz parte do meu trabalho de consultoria.


Mas, dica importante: se será home office ou sede física a sua escolha, é muito importante pensar na narrativa. Vejo muita gente que está numa situação querendo estar em outra e acaba, com isso, transmitindo insegurança e não fechando o negócio. Você tem o poder de argumentar e convencer seu cliente de que a sua situação é a melhor, vá para a reunião confiante e faça bons contratos!


Sobre a arquiteta e consultora Luciana Mallet


Formada em arquitetura e urbanismo, Luciana Mallet sempre se mostrou dedicada à produtividade, pessoas e estratégia e, após trabalhar na área, decidiu repensar o mercado em que iria atuar dentro da arquitetura. Com a realização de um MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing pela PUCRS, Luciana pode utilizar seu conhecimento e experiência como arquiteta para apoiar e desenvolver outros profissionais da área com consultoria e com a mentoria do planejamento estratégico para pessoas e organizações. Atualmente, atende cerca de 70 clientes por ano, de todo Brasil, que buscam um bom início de carreira e consolidação no mercado.


Para saber mais sobre o trabalho:

www.lucianamallet.com

coaching@lucianamallet.com

Instagram: @lumallet.para.arquitetos



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